EMBOLADA


Rato
Rato que rói a roupa
Que rói a rapa do rei do morro
Que rói a roda do carro
Que rói o carro, que rói o ferro
Que rói o barro, rói o morro
Rato que rói o rato
Ra-rato, ra-rato
Roto que ri do roto
Que rói o farrapo
Do esfarra-rapado
Que mete a ripa, arranca rabo
Rato ruim
Rato que rói a rosa
Rói o riso da moça
E ruma rua arriba
Em sua rota de rato

Faltam 7 (sete) dias...

FLIP

Limito-me a dizer, por ora, que o marcante desta viagem encontra-se em outra linguagem neste recém apresentado link. Já que minha alma trilha os passos das lentes de uma câmera, é com prazer que me rendo a esta nova janela para o que vem de mim e corre para quem observa. Sejam bem-vindos.

http://letramento.nafoto.net/

Nova viagem tortuosa pelo caminho da fantasia literária

Vou te contar que tudo que achamos fácil uma hora ou outra tem a sua complicação. Ano passado estive na minha primeira Festa Literária Internacional de Parati. Foi um momento muito feliz que guardo com carinho na lembrança. Uma comunhão de alma leve, coração de bem, mente expandindo, corrente de amigos e idéias, muitas idéias. O caminho que me levou até lá foi cheio de pedregulhos. Primeiro não havia companhia. Depois tudo era muito caro: dinheiro alto para hospedagem, dinheiro alto para alimentação. E por último só havia ingresso para o telão montado no meio da praça. Mas tudo foi se ajeitando para que o sonho desse certo. Primeiro uma recém-conhecida concordou em embarcar. Depois reservei o albergue para a hospedagem num quarto comunitário de meninas (8 no mesmo cômodo em beliches). E por último me conformei com o telão.

Prometi que em 2006 faria algumas coisas diferentes e outras do mesmo jeitinho.

A partir de todo o meu relato, algumas pessoas ficaram empolgadas para embarcar na viagem FLIP: namorado e amigos. Fiquei contente e satisfeita de ter despertado nestes leitores a curiosidade. Para mim seria uma nova maneira de olhar a Festa visto que, no ano anterior, senti muito a falta deles por lá. Sempre que via, ouvia, tocava, cheirava, comia algo interessante, queria abrir uma janela para que eles passassem e desfrutassem aquilo comigo.

Reservei no albergue um quarto só para as minhas duas amigas, namorado e eu. Comprei os ingressos no primeiro dia. Apesar da longa espera, ainda não será desta vez que assistirei às mesas "ao vivo e em cores". Tentei pelo menos. Disso eu sei. Tudo arranjado com upgrade!

Semana passada tive ótimos acontecimentos. Mudei meu projeto de mestrado, encontrei uma ex-professora da PUC, matriculei-me em uma disciplina da FFLCH. Semana passada meu foco mudou e a FLIP ficou pequenina, pequenina. Disse para o namorado que, se fosse por mim, não iria mais. Pensei nas outras pessoas que escolheram ir comigo e na sensação de tê-las por perto durante a festa e durante a viagem em si. Decidi que iria em nome da experiência que é ter pessoas queridas fazendo coisas de que se gosta. Também tive notícias chatas. Uma amiga desistiu e a outra ficou doente. A primeira foi irremediável e a segunda disse que iria sarar para viajar. "Ah se vou!", exclamou ao telefone. E o namorado concorda, "Bora pra farra, amor!".

Agora, prestes a embarcar nesta viagem mais uma vez, sinto-me ansiosa para saber quais vôos nossas fantasias irão alçar... Vejo vocês na volta. Até logo!

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