Old Friend

Everytime I've lost another lover
I call up my old friend
And say let's get together
I'm under the weather
Another love has suddenly come to an end

And he listens as I tell him my sad story
And wonders at my taste in men
And we wonder why I do it
And the pain of getting through it
And he laughs and says: "You'll do it again!"

And we sit in a bar and talk till two
'Bout life and love as old friends do
And tell each other what we've been through
How love is rare, life is strange
Nothing lasts, people change

And I ask him if his life is ever lonely
And if he ever feels despair
And he says he's learned to love it
'Cause that's really a part of it
And it helps him feel the good times when they're there

And we wonder if I'll live with any lover
Or spend my life alone
And the bartender is dozing
And it's getting time for closing
So we figure that I'll make it on my own

But we'll meet the year we're sixty-two
And travel the world as old friends do
And tell each other what we've been through
How love is rare, life is strange
Nothing lasts, people change

 Noturno
(Cecília Meireles) 

Quem tem coragem de perguntar, na noite imensa?
E que valem as árvores, as casas, a chuva, o pequeno transeunte?

Que vale o pensamento humano,
esforçado e vencido,
na turbulência das horas?

Que valem a conversa apenas murmurada,
a erma ternura, os delicados adeuses?

Que valem as pálpebras da tímida esperança,
orvalhadas de trêmulo sal?

O sangue e a lágrima são pequenos cristais sutis,
no profundo diagrama.

E o homem tão inutilmente pensante e pensado
só tem a tristeza para distingui-lo.

(...)

Aos Filhos de Áries

Composição: Oswaldo Montenegro

Áries, o primeiro signo, do carneiro apaixonado
Tem em Marte seu designo e no fogo seu reinado
Nas estrelas seu delírio, seu amor enciumado
Nos limites, seu martírio, seu mistério revelado
Louco signo das correntes e emoções arrebatadas
Ariana dos repentes e explosões descontroladas
Ariana, como o fogo, nunca será dominada
Decisiva como o jogo, e a primeira namorada
Signo da sinceridade, da vermelha cor do dia
Signo da velocidade, da impulsão e eu nem sabia
Que era tanta madrugada a derramar no coração
Como a rosa serenada se transforma e pinga ao chão

O quarto

Quarto mingüante, quarto crescente, dormitório. Quarto de despensa, de despejo, de dramas. Quarto arrumado, apressado, agüado. Lugar onde estão os segredos. Ninguém guarda um diário na cozinha, guarda?

Passa-se um tempo relativo dentro do quarto e creio que o significado de seu nome esteja aí: quarto de tempo, de dia, de hora. Engraçado é como guardamos e revelamos nele muito de nós. E como ficamos sem chão quando temos de trocá-lo.

Quarto de hospital. Nada ali é seu. Você desconfortável, quem te visita pior ainda. Nada te revela, nada te esconde. Invasões por todo o lado e intravenais. Grito sufocado, silêncio pérfido.

Quarto mingüante, quarto crescente, cheia, nova. Sou egoísta a ponto de pensar no meu bem-estar na crise de uma pessoa próxima. Quero chegar ao quarto que mingüa, ser diminuída, desaparecer, não me importar. Parte de mim não deixa e mora no quarto que cresce em expectativa, agonia e confusão.

Fuga.

Atração

Acepções
substantivo feminino
1    ato ou efeito de atrair, de puxar para si
2    Derivação: sentido figurado.
     conjunto de características e qualidades que despertam em outrem simpatia, desejo, amor etc.; atrativo, sedução
3    sentimento de interesse (simpatia, desejo sexual, amor, paixão etc.) que um indivíduo experimenta em relação a outro
4    Derivação: sentido figurado.
     inclinação afetiva; interesse, curiosidade, afeição
5    aquilo que tem a finalidade de entreter, distrair; divertimento
6    Derivação: por extensão de sentido.
     indivíduo ou coisa que desperta grande interesse, elevando a afluência ou a audiência de um espetáculo

3

Usando máscaras e artimanhas em dada dose num mesmo momento lança-se no breu em busca do magnetismo perdido. Conquista luzes, espelhos. Nega forças motrizes. Aceita as convalescentes. Atiça uma delas com frases, para a outra deixa o olhar em queda, a adiante é desarmada pelo seu sorriso de poeta francês. Segue. Pára. Tropeça. Ela novamente. Sempre ela. Tenta fugir, mas a curiosidade é maior. Deveras, as palavras, íris, cálcio e todo o resto a ela pertence. Percorre a alma vista com o poder do lince. Penetra mais além. Volta. Lembranças demais para a parede de uma casa em reformas. Deixa-se sucumbir à tez, à voz, aos lábios uma derradeira vez. Abandona o próprio corpo ao orgasmo tão conhecido e hoje apenas verborrágico. Arrebata-se e procura o prazer da carne para o deleite ultrapassado do humano. Desejo. Auto-traição. Atração.  

Real Love *

John Lennon

All my little plans and schemes,
Lost like some forgotten dreams.
Seems that all I really was doing
Was waiting for you.

Just like little girls and boys
Playing with their little toys,
Seems like all they really were doing
Was waiting for love.

Don't need to be alone.
No need to be alone.

It's real love.
It's real.
Yes, it's real love.
It's real.

From this moment on I know
Exactly where my life will go.
Seems that all I really was doing
Was waiting for love.

Don't need to be afraid.
No need to be afraid.

It's real love.
It's real.
Yes, it's real love.
It's real.

Thought I'd been in love before,
But in my heart I wanted more.
Seems like all I really was doing
Was waiting for you.

Don't need to be alone.
Don't need to be alone.

It's real love.
It's real.
It's real love.
It's real.
Yes, it's real love.
It's real.
It's real love.
It's real.

* For the salesman.

All you need is love

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